terça-feira, 2 de dezembro de 2008


me vine caminando por la noche, por calles solitarias... llenas de ojas

de repente, no meio do caminho... eis que surge um ser peludo...

me olha e vem ao meu encontro.... tão belo ....

de ninguém ...

me circula ...

me envolve ....

eu deixo cair tudo no chão, meus livros, minha bolsa ...

me abaixo, e o acaricio

de leve, ele se deixa ser todo meu...

é tão suave, não me deixa partir !

fico por muito tempo nessa caricia mutua

tento partir...

mas ...

volta a se enroscar nas minhas pernas, e eu volto a lhe acarinhar,

me seduz,

o tempo para!

tenho vontade de levá-lo comigo , mas ... não é meu!

veio apenas, prá me dar afeto,

prá que o toca-se

ficamos por um tempo infinito sem conseguir nos desprender um do outro... esqueço até da hora, mas ... preciso ir ...

eu contemplo a sua imagem bela, doce .... se afastar ....vagarosamente de mim sinto que assim como eu ...ele ...não quer partir.... mas devagar nos afastamos ...não sei por que ....mas .... eu sinto ....você...era você ... não era?

sexta-feira, 14 de novembro de 2008


YAZGO


Chile es el nombre de mi padre

Piensa en él

¿qué ves?

¿me ves a mí?

¿te ves tú?

Piensa en tu lengua que es también mi lengua

muérdela

está llena de horrores ortográficos

está llena de precipicios y cuerpos

sagrados y heridos

anoche te oí decir que hoy seríamos un sueño

así lo oí

así será.


Héctor Hernández Montecinos
(Santiago, Chile, 1979)


siempre me estremece leer el blog de pedro ...

hoy encontre esta poesia ...

y me devolvio los recuerdos del 79

año en que deje Chile ...


la oscuridad se quedo aya ...

pero yo me la traje muy dentro mio.

escondida en mi pecho.


aveces ... sale

y me visita









terça-feira, 11 de novembro de 2008

...quiero decir no se que decir puedo decir no se que decir...

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

…se sabe que el que vuelve nunca se fue…- esta pequeña frase que he leido en el las palabras de Pedro, me dice mucho, es de Neruda, ... mi poeta ...
hoy me siento inundada por el mar ...
llena de mar
hoy soy mar
(estoy tan lejos del mar ...)



terça-feira, 22 de julho de 2008

me gusta ser tu mariposa ... me llamas de mariposa y me llenas de felicidad ... dime? ... porque te quiero tanto? ...

( esta imagen fue una feliz coincidencia ... es de pedro glup. ((gracias)) )



quarta-feira, 25 de junho de 2008






Clarice Lispector é uma coisa escondida sozinha num canto, esperando, esperando. Clarice Lispector só toma café com leite. Clarice Lispector saiu correndo correndo no vento na chuva, molhou o vestido perdeu o chapéu. Clarice Lispector é engraçada! Ela parece uma árvore. Todas as vezes que ela atravessa a rua bate uma ventania, um automóvel vem, passa por cima dela e ela morre. Me escreva uma carta de 7 páginas, Clarice.








Clarice Lispector, por Fernando Sabino. O escritor já havia terminado sua longa carta, tendo, inclusive, assinado-a. Mas, parece que ao perceber que ainda resta meia folha disponível, lançou-se nesse improviso lírico, assinando-o ao final. Carta manuscrita, enviada de Nova York e datada de 10 de junho de 1946. Arquivo Clarice Lispector da Fundação Casa de Rui Barbosa.