quarta-feira, 25 de junho de 2008






Clarice Lispector é uma coisa escondida sozinha num canto, esperando, esperando. Clarice Lispector só toma café com leite. Clarice Lispector saiu correndo correndo no vento na chuva, molhou o vestido perdeu o chapéu. Clarice Lispector é engraçada! Ela parece uma árvore. Todas as vezes que ela atravessa a rua bate uma ventania, um automóvel vem, passa por cima dela e ela morre. Me escreva uma carta de 7 páginas, Clarice.








Clarice Lispector, por Fernando Sabino. O escritor já havia terminado sua longa carta, tendo, inclusive, assinado-a. Mas, parece que ao perceber que ainda resta meia folha disponível, lançou-se nesse improviso lírico, assinando-o ao final. Carta manuscrita, enviada de Nova York e datada de 10 de junho de 1946. Arquivo Clarice Lispector da Fundação Casa de Rui Barbosa.










































quinta-feira, 29 de maio de 2008

don daniel ...

la casa

La conservación de los recuerdos.


Los famas para conservar sus recuerdos proceden a embalsamarlos en la siguiente forma: Luego de fijado el recuerdo con pelos y señales, lo envuelven de pies a cabeza en una sábana negra y lo colocan parado contra la pared de la sala, con un cartelito que dice: "Excursión a Quilmes", o: "Frank Sinatra".

Los cronopios, en cambio, esos seres desordenados y tibios, dejan los recuerdos sueltos por la casa, entre alegres gritos, y ellos andan por el medio y cuando pasa corriendo uno, lo acarician con suavidad y le dicen: "No vayas a lastimarte", y también: "Cuidado con los escalones." Es por eso que las casas de los famas son ordenadas y silenciosas, mientras en las de los cronopios hay una gran bulla y puertas que golpean. Los vecinos se quejan siempre de los cronopios, y los famas mueven la cabeza comprensivamente y van a ver si las etiquetas están todas en su sitio.(Cortázar, claro.).

segunda-feira, 26 de maio de 2008


un dia alguien me dijo que cuando las ilusiones mueren duelen ...

y es verdad ...

quinta-feira, 15 de maio de 2008



AUSÊNCIA


Por muito tempo achei que a ausência é falta.

E lastimava, ignorante, a falta.

Hoje não a lastimo.

Não há falta na ausência.

A ausência é um estar em mim.

E sinto-a, branca, tão pegada,

aconchegada nos meus braços,

que rio e danço e invento exclamações alegres,

porque a ausência,

essa ausência assimilada,

ninguém a rouba mais de mim.



Carlos Drumond de Andrade


me gusta mucho este poema, porque aveces me traduce ...

me lo escribio un amigo ... de esos que nunca vimos, pero que uno lleva tan adentro como un cariño acostumbrado.

pasa mucho tiempo sin decirme un hola que tal? ... pero en el fondo sabemos que las palabras "esas perras negras" ... son mudas e no lo dicen todo, que importa ...verdad? ... lo bueno ...es que cuando me escribe unas lineas ... hace que me sienta feliz y el sol parece brillar mismo entre nubes ... justamente hoy, le diria gracias amigo por estar en algun rinconcito de mi.

(estas palabras son para Vigo)


domingo, 20 de abril de 2008

Nossa Bagdá
Arnaldo Antunes
Composição: Péricles Cavalcanti
Para os Novos Baianos

Todo dia na janela
Eu fico olhando para a nossa Bagdá
Recordando as muitas mil e uma noites
Que a gente passou lá
Bagdá,
à beira do Tigre
Bagdá,
a jóia do Eufrates,
Bagdá
Bagdá,
na Mesopotâmea
Bagdá,
babel Babilônia,
Bagdá
Quando na noite as sirenes
Começam a tocar
Antecipando as mil bombas
Que vão despencar
Eu me lembro
Dos ataques de outros tempos
Sobre a nossa Bagdá
Que porém não conseguiram destruí-la
Nem riscá-la do mapa
Bagdá,
dos jardins suspensos
Bagdá,
Simbad o marujo
Sherazade
Bagdá,
da lua crescente
Bagdá,
da água abundante,
Bagdá
Bagdá,
vizirs e califas
Bagdá,
quarenta ladrões,
e Ali Babá
Bagdá,
Harum al Rachid
Bagdá,
das mil livrarias,
Bagdá