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domingo, 20 de abril de 2008

Nossa Bagdá
Arnaldo Antunes
Composição: Péricles Cavalcanti
Para os Novos Baianos

Todo dia na janela
Eu fico olhando para a nossa Bagdá
Recordando as muitas mil e uma noites
Que a gente passou lá
Bagdá,
à beira do Tigre
Bagdá,
a jóia do Eufrates,
Bagdá
Bagdá,
na Mesopotâmea
Bagdá,
babel Babilônia,
Bagdá
Quando na noite as sirenes
Começam a tocar
Antecipando as mil bombas
Que vão despencar
Eu me lembro
Dos ataques de outros tempos
Sobre a nossa Bagdá
Que porém não conseguiram destruí-la
Nem riscá-la do mapa
Bagdá,
dos jardins suspensos
Bagdá,
Simbad o marujo
Sherazade
Bagdá,
da lua crescente
Bagdá,
da água abundante,
Bagdá
Bagdá,
vizirs e califas
Bagdá,
quarenta ladrões,
e Ali Babá
Bagdá,
Harum al Rachid
Bagdá,
das mil livrarias,
Bagdá

6 comentários:

mera disse...

Escribo en castellano, porque vi que lo dominas, y a mi el portuñol me sale horrible. Me gusta mucho tu blog y comparto la sensibilidad en contra del atropello y la rapiña.
Un abrazo.

Ignacio Bermejo disse...

Yo tambien quiero sumarme a esta reivindicación. Un beso.

jessica vega disse...

mera ...gracias ... ya somos muchos los que no sumamos en esta lucha insana!
gracias! un gran abrazo

jessica vega disse...

ignácio muy agradecida! ...me pasare por tu blog y me detendre con atención ...
un grande abrazo !

Rafael disse...

"Por vezes de repente há um vazio
nem um gesto nem voz nem pensamento
terrível como a foz do grande rio
onde vai dar algures o esquecimento.

Nem branco ou negro nem sequer cinzento
um calor sem calor. Frio sem frio.
Não há nada por fora. E nada dentro.
Não é menos nem mais. É só vazio."
(Manuel Alegre, "O vazio"; "Doce naus")

Es de un libro de poesía que compré en Portugal hace unos meses. No hablo el idioma, pero el libro y yo, más o menos, nos entendemos.
Un besito brasileiro.

Fermina Daza disse...

Jessica, guapísima, este poema es delicioso. Gracias a otro bloguero, António Tapadinhas, he aprendido a leer el portugués. No sé como lo hago, porque sería incapaz de pronunciar una palabra en este idioma, pero el caso es que lo entiendo. Con este texto, nos haces reflexionar sobre la barbarie, estupidez y maldad de la que puede hacer gala el ser humano.

Un abrazo, amiga